segunda-feira, 31 de março de 2008

Assim se vê... (5)

Marx moderno no Século XXI

4. Sérios alertas de Lénine

E, no entanto, tal desfecho não era inevitável nem está contido nas premissas do leninismo, como sustentam alguns ideólogos burgueses. Naquele que é conhecido como o seu 'testamento' político (Carta ao Congresso, 24 de Dezembro de 1922), Lénine alerta: "O ponto essencial da coesão [do partido] é a existência de membros do CC como Stáline e Trotsky. As relações entre eles constituem, no meu entender, o principal perigo de cisão. O camarada Stáline, tornado secretário-geral, concentrou nas suas mãos um poder ilimitado e não estou seguro de que o use sempre com suficiente prudência. (...) O camarada Trotsky, como já demonstrou na sua luta contra o CC, na questão do Comissariado do povo das vias de comunicação, não se destaca apenas pelas suas qualidades eminentes. É talvez o homem mais capaz do actual CC, mas peca por excesso de segurança e pelo gosto exagerado pelo lado puramente administrativo das coisas". Em 4 de Janeiro de 1923, Lénine dita um anexo a esta última carta: "Stáline é demasiado brutal e se esse defeito é perfeitamente tolerável no nosso meio e nas relações entre nós, comunistas, já não o é nas funções de secretário-geral. Proponho por isso aos camaradas que estudem um meio de demitir Stáline desse posto e nomear em seu lugar outra pessoa que teria, sobre o camarada Stáline, uma única vantagem: a de ser mais tolerante, mais leal, mais educado e mais atento em relação aos camaradas, de humor menos caprichoso. Estes traços podem parecer um ínfimo detalhe. Mas, em minha opinião, para nos preservar da cisão e tendo em conta o que escrevi atrás sobre as relações entre Stáline e Trotsky, não é apenas um detalhe e pode vir a assumir importância decisiva". Esta carta foi lida ao CC depois da morte de Lénine, o que levou Stáline a apresentar a demissão. Mas o CC, por unanimidade (incluindo Trotsky), recusou-a (2). Mais do que especular sobre os efeitos desta decisão e possíveis cenários alternativos, importa sublinhar um traço comum negativo apontado por Lénine quer a Stáline, quer a Trotsky: a tendência para resolver problemas políticos pelo seu lado puramente administrativo. Ora uma visão burocrática, instalada nos mais altos postos do poder, facilmente degenera em atitude repressiva e tende a substituir a luta política e ideológica (dentro e fora do partido) pela polícia política, particularmente num contexto de pós-guerra civil e cerco internacional da URSS.

5. Verticalismo, debate geral e eleições no partido

Os Estatutos do V Congresso da IC previam que "nas condições de existência ilegal do Partido consente-se a nomeação dos órgãos inferiores pelos superiores e a aplicação da cooptação, com a respectiva ratificação por parte das organizações superiores do Partido". A generalização destas excepções produziu, em muitos partidos, um excessivo verticalismo e outras deturpações comuns do centralismo democrático, com a sua redução a um conjunto de regras da clandestinidade: o uso e abuso da cooptação que vai esvaziando o método electivo; a compartimentação estanque dos militantes ao seu organismo e entre as diversas organizações do partido; o sistema de 'controleiros' designados pelo organismo superior para dirigir as células e comités - na clandestinidade, obviamente, não podiam ser eleitos porque só eram conhecidos por um ou dois elementos que controlavam. Algumas destas situações mantiveram-se na legalidade, quer no PCP quer em vários grupos m-l. Felizmente os "controleiros" foram substituídos no PC (R) por secretários de célula e de comité eleitos, com base na experiência do MCI e do PC do B, transmitida por Diógenes Arruda. Mas, por vezes, os 'controleiros' renascem informalmente, sobretudo à medida que o dinamismo e a iniciativa própria dos organismos de base e intermédios esmorecem. O debate geral no partido quer no PC (R), quer na UDP, sempre se expressou livremente na "Tribuna do Congresso". Muita da controvérsia que hoje se vive no PCP sobre o debate horizontal, a expressão de opiniões divergentes no "Avante!" ou o célebre "filtro" na preparação dos Congressos, há muito foi ultrapassada na nossa corrente política e ideológica. Mas a eleição da direcção, em lista nominal aberta com um número pré-fixado de membros (como sempre fizemos), dificulta a renovação e a clarificação das diferentes opiniões, traduzindo a velha perspectiva de 'aperfeiçoamento' contínuo dos quadros, acima dos desafios dos novos tempos e da luta de ideias que os atravessam. Em corte com a tradição, o 16.º Congresso da UDP apreciará uma proposta de introdução do sistema de listas que submetem a sufrágio equipas de trabalho a termo certo, só renováveis (ou não) num próximo Congresso.

(continua)
16.º Congresso da UDP

domingo, 30 de março de 2008

Estremoz - mais um pouco de vandalismo

Coloco duas imagens parecidas, ambas são do mesmo tipo de equipamento urbano, colocado no ano passado junto a uma escola, numa área de passeio e zona verde.

Ao olhar para as duas imagens fico com a ideia que são precisamente iguais, mas se olhar como se estivesse a fazer aquela velha rubrica jornalística " É bom observador ", facilmente chegaria à conclusão, que no banco do lado esquerdo falta a tábua superior das costas.
Ela não fugiu por os parafusos de fixação se terem revoltado e decidido abandonar a sua função, houve ali a preocupação de retirar os mesmos e retirar a respectiva tábua, que, até dá jeito como prateleira para aquela colecção de isqueiros, existente lá por casa ( suponho eu! ).
Primeiro critica-se porque não há, depois, estraga-se. Onde fica a nossa cidadania de gente responsável.

Estremoz - Urgência Básica a partir de hoje

Tem hoje inicio um novo ciclo, o Centro de Saúde de Estremoz, passa a ter o primeiro dos cinco Serviços de Urgência Básica (SUB) do Alentejo.
Este serviço irá ter em permanência dois médicos, 24 horas por dia, apoiados por dois enfermeiros. Uma das novidades é o regresso do serviço de imagiologia, (radiografias) a funcionar em igual período, medida esta, que além de reduzir custos, permite uma maior eficácia em termos de assistência nos casos de pequenos traumas causados por quedas, que muitas vezes eram transferidos para Évora.
Esta unidade, passará a ter em casos de maior afluência, um posto de triagem que permitirá o ordenamento de assistência segundo a gravidade do caso clínico que o doente possui, também segundo o Director do Centro de Saúde de Estremoz, a Via Verde Coronária, vai ser uma realidade permitindo a transmissão mais rápida de dados para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e a realização de um diagnóstico o mais precoce possível de enfartes do miocárdio".

Assim se vê ... notícias na imprensa

Cada vez estou mais contente comigo por ter saído do PCP (clique aqui para ler notícia RTP)

Espero que o meu voto na CDU das ultimas legislativas, tenha recaído sobre um candidato dos Verdes, pois estou envergonhado com as atitudes de um partido que se diz democrático e apoia os actos de violência , étnico /religiosa do TIBETE.
Os eleitos do PCP, votaram contra a moção que condenava os últimos incidentes levados a cabo pelo governo Chinês na província do Tibete, devem ter-se sentido reduzidos à sua insignificância no sistema politico Português , quando, viram a deputada Luísa Mesquita ser aplaudida por todas as bancadas da Assembleia da República, por ter tido a coragem de mais uma vez não seguir o sentido de voto do partido. Todos os restantes partidos, votaram favoravelmente a moção, será que todos os outros estão errados, só eles no caminho correcto?
Felizmente ,um dia disse não! Saí desse partido que apoia a subjugação dos povos e podemos ver o caso gritante da China, onde as execuções chegam ao cumulo de ser exigido à família o pagamento da bala que matou o seu ente querido, ao trabalho infantil, proibição de se ser livre na sua orientação religiosa,...
Estes senhores dizem que Cuba, Coreia do Norte, China entre uma serie de países da América Latina são democráticos, apoiam e divulgam a FAC (grupo terrorista que opera na Venezuela, Colômbia e México ) no seu evento anual Festa do Avante, não podemos esquecer que eram os pais da ARA - Acção Revolucionária Armada - responsável por muitos atentados levados a efeito antes do 25 de Abril, alguns tempos antes das FP .
O PCP ainda não percebeu que está no século XXI, em que a informação é mais célere e eficaz entre os povos, ao contrario do século XIX onde parece se situa e a informação, levava meses a chegar, portanto só têm uma coisa a fazer: evoluam.

sábado, 29 de março de 2008

Marte mudou de sítio


Para quem procurar Marte no sistema solar à escala partindo do Sol e fazendo o percurso dos planetas, terá de se deslocar mais uns metros e em vez de virar à direita, vira agora à esquerda e lá está ele no novo espaço que está a ser embelezado pelo Município de Estremoz. Naquele que esperamos seja um verdadeiro cartão de boas vindas aos forasteiros e um espaço de ocupação de tempos livres para os residentes, pois as condições existem, o pior, é o vandalismo que teima em resistir e vai destruindo, os espaços públicos que são de todos nós.

Assim se vê... (4)

Marx moderno no Século XXI

3. O triunfo do monolitismo


Os Estatutos aprovados no V Congresso da IC enumeram assim os "princípios fundamentais do centralismo democrático: a) a eleição de todos os órgãos directivos do Partido, tanto inferiores como superiores (...); b) a obrigação de os órgãos directivos do Partido prestarem contas da sua gestão aos seus eleitores; o carácter obrigatório das resoluções dos órgãos superiores para os órgãos inferiores, severa disciplina, realização imediata das decisões da IC, dos seus órgãos e dos centros directivos do Partido. As questões do Partido só são discutidas pelos membros deste quando os órgãos correspondentes do Partido hajam tomado uma resolução sobre as mesmas. As resoluções adoptadas pelos congressos da IC, pelos congressos das suas secções ou pelos órgãos directivos da IC e daquelas devem ser levadas incondicionalmente à prática, ainda que parte dos membros do Partido ou das organizações não estejam de acordo com elas".
Sublinham-se algumas fórmulas que, parecendo simples clarificações, vão introduzindo uma nova interpretação do centralismo democrático, sistematicamente elaborada sob a direcção de Stáline. Os princípios do leninismo desenvolvem a concepção de partido como estado-maior do proletariado, a partir da qual foi sendo implantada uma disciplina de tipo militarista. O centralismo democrático passou a funcionar predominantemente 'de cima para baixo', como comando do CC, do Secretariado e do Secretário-geral. O CC continuou a ser eleito em congresso, mas foi assumindo poderes que condicionavam a sua preparação e, nomeadamente, a eleição dos delegados; até que o congresso, órgão supremo do partido, foi reduzido a um mero palco de legitimação e aclamação do CC e do líder.
Nos ásperos tempos que mediaram as duas guerras mundiais, perante o afundamento das democracias liberais e ascensão do nazi-fascismo, os avanços da industrialização e da colectivização agrícola na URSS pareciam legitimar, aparentemente, estas práticas. Mas hoje vemos que elas acarretaram consequências trágicas para a construção do socialismo: na ausência de partidos e de uma luta política democrática, no quadro da Constituição, as divergências dentro do próprio partido comunista eram rapidamente equiparadas a dissidência e fraccionismo, com a consequente expulsão. E, dada a fusão do partido com o Estado, a polícia política concretizava a máxima "o partido fortalece-se depurando-se", como garante do monolitismo… e da paz dos cemitérios. Além de crimes que custaram a vida a milhares de comunistas e outros trabalhadores, o monolitismo tornou-se terreno fértil para o carreirismo, a bajulação dos chefes, a burocracia e o indiferentismo que esvaziaram o poder dos sovietes. Nem o contributo formidável da URSS na II Guerra Mundial preveniu o surto revisionista, em colaboração e disputa com o imperialismo norte-americano. A última década do século XX assistiu ao último acto da tragédia do 'socialismo real', assassinado pelo encenador Gorbachov.
(continua)
16.º Congresso da UDP

Assim se vê... (3)

Marx moderno no Século XXI


2. Unidade fundada numa luta de ideias viva e polémica

Lénine não confundiu rigor teórico e firmeza de princípios com rigidez, dogmatismo ou monolitismo. Defendeu e praticou uma concepção viva de centralismo democrático, patente nas inúmeras polémicas com os mencheviques, em maioria ou em minoria na direcção e nos congressos. Mesmo depois da constituição dos bolcheviques como partido independente (1912) as polémicas continuaram, dentro e fora do partido: sobre a natureza do imperialismo como estado supremo do capitalismo; contra o governo provisório e todo o poder aos sovietes - táctica exposta nas Teses de Abril, em polémica com a maioria do CC, incluindo Stáline. No Verão de 1917 promoveu a entrada de Trotsky (até aí centrista) directamente para o CC bolchevique, apesar das ásperas polémicas que tiveram e continuariam a ter - paz de Brest-Litovsk, sindicatos, etc.
Só numa situação de excepcional gravidade, como a denúncia pública da data da insurreição de 25 de Outubro, Lénine exigiu a expulsão de Kamenev e Zinoviev; mas, já depois da vitória, esta não foi aceite pelo CC e Lénine continuou a conviver com eles no partido e na direcção. É verdade que o 10.º Congresso do Partido Bolchevique (1921) exigiu a dissolução das fracções organizadas - Oposição Operária, Centralismo Democrático, etc. - "sob pena de expulsão imediata do partido", considerando-as "um luxo inadmissível" numa Rússia saída da guerra civil, enfrentando a revolta de Kronstad e a fome generalizada. Mas nada autorizava que esta decisão excepcional (1) fosse transformada em lei e fizesse escola no PCUS e no MCI, muito para além deste contexto.
Aliás, o próprio Lénine, no último relatório ao IV Congresso da Internacional Comunista, alertou os restantes partidos para não adoptarem acriticamente as fórmulas bolcheviques: "Em 1921, no III Congresso, votámos uma resolução sobre a estrutura orgânica dos partidos comunistas, assim como os métodos e o conteúdo do seu trabalho. O texto é excelente, mas (…) está impregnado do espírito russo. (…) Esta resolução é russa em demasia; traduz a experiência da Rússia".

16.º Congresso da UDP

sexta-feira, 28 de março de 2008

Assim se vê... (2)

Para que possamos perceber o que o (...) e os seus militantes, não percebem. Encontrei nos meus arquivos estes documentos, na altura eu até era militante deste partido, mas o congresso era de outro...

Centralismo democrático, lugar de nomes e conceitos

Marx moderno no Século XXI

1. Partido de tipo novo

O centralismo democrático, como conceito e matriz de organização do partido proletário, foi desenvolvido por Lénine na transição dos séculos XIX-XX e exposto em duas obras fundamentais: Que Fazer (1901-02) e Um Passo em Frente, Dois Passos Atrás (1904). Em polémica cerrada contra o espontaneísmo e o economicismo, que limitavam o proletariado à luta por melhorias no quadro do capitalismo, Lénine defende um partido de tipo novo, para disputar a liderança política da sociedade com as restantes classes e assumindo como objectivo o socialismo. Aqui radica a divisão primordial da social-democracia russa em duas correntes: revolucionária (bolchevique) e reformista (menchevique).
Lénine não "inventou" o centralismo democrático a partir de ideias abstractas ou voluntaristas. Tal como Marx, inspirou-se na organização mais avançada do capitalismo, há um século: a grande fábrica, com a sua estrutura vertical e uma disciplina da produção facilmente assimilável pelo proletariado, que com ela se confrontava diariamente, mas estranha a alguns intelectuais.
Nas condições políticas do absolutismo czarista, que favoreciam a dispersão política e organizativa, o centralismo democrático respondeu também a um problema concreto e urgente: a unificação dos diversos círculos social-democratas da Rússia. "Se o partido é um todo, precisa de assegurar o controle sobre os comités locais". Em polémica com os mencheviques, Lénine escreveu: "É verdade, os Estatutos constituem uma desconfiança organizada do partido em relação a todos os seus elementos, isto é, um controle sobre todas as organizações locais, regionais, nacionais e outras".
Estas teses não tinham um alcance meramente russo: elas confrontaram concepções e práticas dominantes na II Internacional, em especial na social-democracia alemã que lhe servia de modelo, onde grupos parlamentares, fracções sindicais e até a imprensa partidária se sobrepunham com frequência ao Comité Central. Lénine bateu-se por um partido político proletário, em demarcação com o "partido dos sindicatos" inspirado no trabalhismo britânico. Nos partidos da II Internacional, o oportunismo (subproduto do imperialismo) explorou os particularismos locais, profissionais e até nacionais entre os trabalhadores, acabando por lançá-los uns contra os outros na fogueira da I Guerra Mundial.
A história deu razão aos bolcheviques: só um partido revolucionário, centralizado e com uma clara perspectiva internacionalista pôde resistir à repressão czarista, à guerra imperialista e conduzir o proletariado ao "assalto dos céus" no vitorioso do Outubro vermelho.
A polémica entre bolcheviques e mencheviques sobre centralismo democrático concentrou-se no célebre Artigo 1.º dos Estatutos, mais tarde uma das condições de admissão dos partidos na III Internacional e que hoje mantemos, no essencial:
"É membro do Partido todo(a) aquele(a) que aceita o programa e estatutos, está integrado(a) numa das suas organizações e paga quota". A formulação deste artigo sofreu alterações ao longo do tempo. O V Congresso da Internacional, já depois da morte de Lénine, acrescentou: "faça parte da organização de base do Partido e nela trabalha activamente, que se submeta a todas as resoluções do Partido e da Internacional". No mesmo espírito, os Estatutos do nosso PCP (R) deram a seguinte redacção ao Artigo 1.º: "É membro do Partido todo aquele que aceita o Programa e Estatutos do Partido e contribui para a sua aplicação, milita numa das suas organizações e nela trabalha activamente, aplica as resoluções do Partido e paga as contribuições estabelecidas" - que podiam ir além da quota.

(continua)

16.º Congresso da UDP

quinta-feira, 27 de março de 2008

Assim se vê...

Assim se vê como é ser sectário em Portugal. Utilizo este inicio porque muitas vezes num evento de especial valor cultural realizado todos os anos, no domingo à tarde se gritava: "Assim se vê a força do PC ". Hoje troquei a "força" pelo "sectarismo" e refiro-me a isso, pelo facto da ocupação por parte desta força politica, de áreas vitais para a negociação dos trabalhadores portugueses no que diz respeito às suas necessidades laborais, que por sua vez utilizam os trabalhadores como arma de arremesso em manifestações, divididas logo à partida pela falta de quorum nas instituições que são dirigidas por esta força e, por cidadãos independentes.
Podemos verificar a manifestação da Administração Local e a Manifestação das restantes áreas da Administração Publica, em que a primeira realiza-se à Quarta Feira e a segunda à Sexta Feira, podem alegar-se mil e uma opiniões sobre isto, mas uma é certa, algumas forças sindicais à esquerda, estão a puxar em direcções opostas.
Muitas estruturas que não abanam o chocalho ao que diz um órgão director, são consideradas de desestabilizadoras, porque colocam na divulgação geral a sua forma de ver a luta dos seus operários, o que não convém.
Diga-se, é que algo vai mal no reino dessa força politica, porque no local onde o voto é feito por unanimidade de braço no ar, logo um gesto democrático para ser unânime a decisão, pois, se fosse efectuada com um simples papel 10x10, o resultado seria outro.
Como vivemos em democracia, só o que me faltava era que alguns fazedores de opinião, sonhassem que poderiam decidir por mim, o que devo escrever, ler ou divulgar.
Há alguns anos, decidi por cobro a uma longa militância politica, porque não concordava com as opiniões politicas e opções desse partido, tendo passado a apoiar os projectos que eu veja serem os melhores para o meu país ou para a minha cidade, sem ter de votar carneiramente no partido A ou B, só porque estou obrigado a essa militância .

sexta-feira, 21 de março de 2008

Regresso ao passado

(Este post irá estar no topo desta área até 31 de Dezembro de 2008 )

Já existem nomes, mas o suspense continua
CDU,PSD,BE e CDS ainda nada dizem.
Reformulando a questão deste debate e
sabendo que já existem alguns candidatos que passamos a referenciar:
PS -
José Alberto Fateixa
PPD/PSD -
CDU -
BE -
CDS/PP-
A sua
opinião vale para enriquecer o debate,sobre os candidatos que se começam a
perfilar, para o acto eleitoral que se irá realizar em Outubro de 2005

Em 9 de Setembro de 2004, este foi o primeiro escrito do Estremoz em debate, lançando assim uma odisseia que chegou aos dias de hoje. A razão deste post, é precisamente relançar o debate das Autárquicas 2009, no preciso momento em que se começa a sondar as possibilidades de candidatura às próximas Autárquicas, no entanto não podemos esquecer que a lei eleitoral para as Autárquicas está a ser revista e o mais provável, é que, a eleição do presidente do Município seja feita através do cabeça da lista mais votada à Assembleia Municipal e os vereadores, escolhidos por este, de entre os eleitos para este órgão Autárquico.

Ficamos à espera que a participação neste debate que se inicia hoje seja produtiva, pelo menos, no aparecimento de nomes que pensamos serem os possíveis candidatos ao Município de Estremoz.

REUNIÃO DE CÂMARA DE 12 DE MARÇO DE 2008

ASSUNTOS TRATADOS:

1 - Foi aprovada, para o ano lectivo 2008/2009, a atribuição de auxílios económicos a Alunos carenciados dos Jardins de Infância e 1.º Ciclo do Ensino Básico. Os auxílios serão divididos em dois escalões, sendo atribuído um subsídio no valor de 65 € para aquisição de livros e material escolar às Crianças do escalão A e 40 € às do escalão B;
2 - Foi aprovado o Plano de Transportes Escolares para o ano lectivo 2008/2009 - Carreiras Públicas e Circuitos Especiais;
3 - Foi deliberado celebrar um Acordo de Colaboração entre o Município e as Freguesias de São Bento do Ameixial e de S. Domingos de Ana Loura, relativo a refeições escolares no ano lectivo 2008/2009;
4 -
Foi deliberado celebrar um Protocolo de Estágio com a Escola Secundária da Rainha Santa Isabel de Estremoz, que estabelece as actividades a desenvolver por cinco Formandos durante a formação prática em contexto de trabalho no período entre 19 de Maio e 1 de Julho de 2008, no âmbito do Curso de Educação e Formação/Formação Complementar;
5 - Foi deliberado disponibilizar na Divisão de Administração Urbanística, para consulta pública, o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte de Electricidade, de que é concessionária a "REN - Rede Eléctrica Nacional, S. A.";
6 - Foi deliberado estabelecer com a "Gesamb - Gestão Ambiental e de Resíduos, E. I. M." um "Protocolo Tampa Amiga", condicionado a duas alterações que irão ser sugeridas pela Câmara Municipal;
7 -
Foi deliberado deslocar o sinal de "Trânsito proibido a veículos de peso total superior a 3,5 T", do início da Rua Serpa Pinto para o entroncamento existente com a Estrada Nacional 18;
8 - Foi deliberado atribuir um subsídio no valor de 500,00 € ao Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, como apoio à realização da “Cerimónia do 90º Aniversário da Batalha de La Lys e Dia do Combatente”;
Foi deliberado suportar os encargos relativos à obra de desmontagem/montagem da vedação da parcela de terreno permutado com a Liga dos Combatentes - Núcleo de Estremoz e destinado à construção da sua Sede Social e Lar de Idosos.

O Gabinete de Imprensa
imprensa@cm-estremoz.pt

Nota de imprensa Nº 285
de 20 de Março de 2008

segunda-feira, 10 de março de 2008

Será verdade???


A nossa praça maior e considerada uma das maiores de Portugal vai ser destruída, por mais uma obra megalómana do executivo municipal, numa clara imposição à vontade dos munícipes de Estremoz, que decidiram há alguns anos como queriam o rossio. Pasmem-se, pelo que escutei da boca de um autarca do PSD e que ainda não pude confirmar, ao que parece o projecto que foi pedido para a continuação do arranjo do rossio, corta o espaço físico da praça em duas partes criando uma nova estrada de asfalto, da frente do café Alentejano até às bombas da Samor. Duas duvidas me restam, essa estrada será o inicio de uma nova operação de loteamento urbano? Será que terá aprovação dos munícipes esta alteração ao rossio? Enfim, espero que Estremoz - Marca, não seja a destruição do nosso rossio, a relva que lá falta fica melhor que o alcatrão. Ao que parece, no dia da reunião da Assembleia Municipal, esse projecto estava exposto nos corredores do edifício do Município, hoje percorri esse local e o mesmo já lá não se encontrava. Penso que a proposta do gabinete de arquitectura deveria passar por um inquérito de opinião aos munícipes, enviado pelo correio e com envelope RSF, acompanhado das intenções de alteração do espaço ( Rossio Marquês de Pombal ) bem como das zonas envolventes do mesmo. Já agora poderia ser publicado no BIMOZ ( moribundo ) que há muito tempo não nos visita.

Parabéns ao site do PS Estremoz

Divulgamos na integra a newsletter recebida
"Site da Secção de Estremoz do Partido Socialista

1º Ano Online – Mais de 16 000 visitas
Caras e Caros Amigos, Faz hoje precisamente um ano que iniciámos esta interessante aventura pelo mundo da internet. Confesso que quando decidimos envolvermos na missão de dar a conhecer as actividades e as ideias do Partido Socialista de Estremoz, estávamos longe de perspectivar o enorme êxito do site, num tão curto espaço de tempo. De facto, só neste ano visitaram as páginas do site mais de 16.000 visitantes e foram consultadas mais de 88.000 páginas. São números encorajadores, que nos motivam e nos responsabilizam ainda mais, para no futuro continuarmos a comunicar com os nossos militantes, simpatizantes e público em geral. Quero agradecer publicamente a todos os que directa ou indirectamente contribuíram para este sucesso. Agradeço igualmente aos que, com os seus comentários, criticas e sugestões ajudaram a enriquecer este site e o tornaram um espaço de debate e de informação privilegiada. A todos muito obrigado. José Domingos Ramalho Presidente da Comissão Politica "
http://www.psestremoz.com/

sábado, 8 de março de 2008

A conquista da Mulher

(imagem de siffertart)

Ó, mulher, de onde tu vens com este semblante tão triste!

Sem ter um sorriso nos lábios, sofreu preconceito

Ficou desamparada em busca de amor para viver!

Como se não existissem, de qualquer jeito

Dentro de uma sociedade paternalista.



Ó, mulher, de onde tu vens, com esta coragem para lutar!

Enfrenta todos os problemas, para o teu espaço conquistar

Mulheres de todas as raças que assumem o seu ideal!

É mulher negra trabalhadora, é raça branca e morena

Tiro o meu chapéu tanto para a grande quanto para a pequena.



Ó, mulher, de onde tu vens com estas mãos calejadas!

É a mulher do trabalho, a negra dos canaviais

Mulher sem liberdade vivendo trabalho escravo

Explorada, injustiçada como tráfico de mercadoria

Mulher não é pra ser explorada, e sim viver com alegria.



Ó, mulher, de onde vens, com esta imagem feminina!

Que alegra em ser mãe, mas que um dia foi menina

Dedica o teu tempo aos trabalhos do dia-a-dia

Mulher que luta na vida à procura da dignidade para viver!

Mulher tem que ser respeitada para que esteja sempre em harmonia.



Antes, a mulher não tinha lugar nem vez na sociedade!

Hoje, ela está conquistando o seu lugar, seu trabalho

Percebe-se ainda o massacre das “nossas mulheres”

Que ainda sofrem as conseqüências desastrosas e desumanas

Mas o que importa é que elas buscam seus objetivos e valores sociais.



Ó, mulher, de onde tu vens, cheia de gestos revigorantes!

Mulher semente da história humana, de vida e valor maior

Que tua imagem seja o reflexo da liberdade e não da prisão

Que tu, ó mulher, possas acreditar na força do teu vigor

Apesar de tanta dor, tu possas sempre acreditar neste nome mulher.



Autor: Maria Aparecida Mendes Rios

sexta-feira, 7 de março de 2008

Novo quartel da GNR é realidade

Segundo o aparato de viaturas policiais e viaturas estatais frente ao edifício dos Paços do Concelho, previa-se que algo se estaria a passar. Depois de ter falado com algumas das pessoas presentes, percebia-se que estava a ser assinada a construção do novo quartel da GNR em Estremoz, a edificar na zona das Quintinhas. Segundo pude apurar esteve presente na cerimónia o Secretário de Estado da Administração Interna.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Arcos de outros tempos III

Vamos prosseguir com imagens de Arcos e seus costumes e suas gentes nos anos 60/70 do século passado hoje vamos ao futebol com o Sporting Clube Arcoense.

segunda-feira, 3 de março de 2008

domingo, 2 de março de 2008

Autarquicas 2009 - Estremoz

29/03/2008 1ª Edição
A corrida para as Autárquicas 2009 teve o seu arranque com a apresentação de candidatura de Luís Filipe Pereira Mourinha, que foi Presidente do Município de Estremoz durante 12 Anos eleito pela CDU. Apresenta-se agora como candidato independente e estando a aguardar a publicação da nova legislação que irá regulamentar o processo autárquico para proceder aos eventuais convites para quem o acompanha nesta candidatura.

No campo das forças politicas já se nota alguma actividade sem que ainda tenham sido indicados os nomes dos seus candidatos.

Temos apenas a voz do povo que vai indicando possíveis nomes e eles são os seguintes:

Pelo PS circulam dois nomes : José Ramalho e José Palmeiro

Pela CDU : Odete Ramalho

Pelo CDS/PP : Luís Assis

Pelo PSD - António Ramalho

Pelo BE - Ao que parece anda em negociações com uma coligação

De notar que estes nomes são os que correm pelos espaços fronteiros à CME entre uma jogada de malha e um copo de três.

Arcos de outros tempos I

Hoje, arrumando alguns CDs esquecidos nas minhas prateleiras de material digitalizado e sem qualquer referencia, encontrei umas fotos digitalizadas que me foram cedidas pela junta de freguesia de Arcos há alguns anos, para executar um trabalho para as escolas, irei colocar aqui os arcos de outros tempos, principalmente dos anos sessenta e setenta, poi acho que estas fotos servem para avivar a memória colectiva das gentes daquel freguesia.
A primeira foto vai para o Curso de Corte e Costura.

sábado, 1 de março de 2008

7 MARAVILHAS ESTRAGADAS DE ESTREMOZ - RESULTADOS FINAIS

E as eleitas são :

Categoria edifícios:

1º - Edifício em derrocada Largo Espírito Santo



2º - Praça de Touros

3º - Curral de ovelhas junto à Capela da Rainha Santa



Categoria Acessibilidades

1º - Acesso aos Correios


Estação de Correios de Estremoz


2º - Acessos aos bancos

3º -Acessos à tesouraria da Câmara Municipal de Estremoz


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