quarta-feira, 25 de abril de 2007

Passados 33 anos da Revolução de Abril

Depois do discurso do Presidente da Republica, fiquei com a noção que é intenção politica dos nos nossos eleitos, que se torne o 25 de Abril num feriado, em que não se justifica o acto publico realizado na Assembleia da Republica ou que deve ser repensado e que esta revolução já não diz nada aos jovens Portugueses, é possível com a forma como o ensino é ministrado, em que apenas se colocam duas páginas no final dos manuais escolares sobre o tema e regra geral, no fim do programa lectivo, é natural que passe precisamente ao lado dos jovens Portugueses a revolução de 74 e os seus ideais, no entanto o resto da história Portuguesa continua a ser ministrada, essas páginas são para esquecer é que dar poder ao povo, é absurdo, embora se apregoe democracia à boca cheia, sem se explicar o verdadeiro significado da palavra, pois manter na ignorância um povo, é o melhor para governar.

O descrédito do actual sistema político Português é hoje a causa da abstenção em eleições, que em Portugal foram proibidas para muito durante décadas, em que as mulheres nas eleições nacionais não votavam e nas locais só se fossem chefes de família idóneas, logo viúvas, sérias, de acordo com os padrões estabelecidos, em que os homens votavam por convite.

Quando se pedia um aumento salarial, era preso como agitador ou como comunista, poderia continuar a enumerar situações que não vale a pena recordar, hoje em liberdade controlada, não se pode usar a liberdade de expressão e o direito à informação, como meio de procurar corrigir o que está mal, sem se voltar a ter o papão da perseguição ou de se ser apelidado do gajo das fotografias, esquecendo-se o nome desse cidadão, só porque foi incómodo para o poder instituído e chamou à atenção de violações legais constantes, portanto falar de liberdade de expressão neste País só se for nos grandes centros, mas nunca utilizar isso para chamar à atenção de quem gere ou administra, os mais diversos subsistemas de gestão deste País, pois ai passa a ser o gajo e para mim gajo, é precisamente um piolho chato, que gosta de passear na selva junto aos tomates.Devo dizer que este tipo de apelidar alguém, é uma falta de respeito das liberdades democráticas de cidadania, pela parte de quem se pronuncia em relação a um cidadão cujo nome sabe, até ao dia em que se viu confrontado com uma noticia que menos agradou, um facto é que continuarei a usufruir dos direitos que a liberdade me concedeu, continuarei a escrever sem medo de perseguições pidescas, seja elas efectuadas por quem quer que seja e sempre que possível a documentá-las com fotografias.

Viva o 25 de Abril, Viva a LIBERDADE DE EXPRESSÃO

terça-feira, 24 de abril de 2007

Museu Rural Estremoz



Para ler nota de Imprensa click na imagem

Um bezerro disfarçado de touro

Bem sabia que Estremoz era uma terra de princípios, e pensava que as instituições gozariam de alguma credibilidade, no entanto no melhor pano cai a nódoa, o Centro de Bem Estar Social de Estremoz, colocou um anuncio de aluguer da praça de Estremoz, tudo estaria bem se a referida praça, não estivesse fechada por falta de segurança e quando se realiza um espectáculo no recinto, existe uma zona interdita, mas o que achei ainda mais caricato, foi que há alguns meses no Jornal Ecos, as fotos que pude observar não eram precisamente as que vi no Site Tauromania e isso leva-me a crer, que se está aqui a vender um bezerro cheio de comprimidos de engorda, por um touro criado nos pastos do Alentejo, aqui ficam as fotos que me levaram a escrever sobre o assunto.

As fotos do ECOS


As fotos do site Tauromania



Para ver as imagens na origem click na imagem e percebam, porque é que estou indignado com o que se publicou no site Tauromania, pois alem do bom nome da cidade de Estremoz, quem por acaso firmar um contrato de aluguer da praça que se encontra nas fotografias, de certeza que está a alugar uma outra praça que não a de Estremoz

Para rematar, se, se pode alugar, o porquê da praça desmontável às portas de Santa Catarina para a corrida da FIAPE 2007, a corrida poderia ser feita na praça de Estremoz? Ou não?

Para ler a entrevista do ecos click na imagem

Foto do blog Estremoznet

Municipio de Estremoz condenado



  • Condenado pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja
  • Nomeações
  • Para ler click no icone do STAL

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Noticias no Estremoz em debate SITE

  • Rodas e Rodinhas
  • Comemorações do 25 de Abril
  • XXV FEIRA DE ARTESANATO DE ESTREMOZ
  • Programa oficial da XXI FIAPE e XXV FEIRA DE ARTESANATO DE ESTREMOZ

sábado, 21 de abril de 2007

Antes e depois do 25 de abril de 1974 ( III )

Em 1973 os atentados continuam por parte das brigadas revolucionárias contra alvos militares, terminando o braço armado do PCP (ARA) a sua actividade em Maio de 1973
É proclamada unilateralmente a independência da Guiné-Bissau feita pelo PAIGC, em Madina do Boé, no interior do território. A mesma é reconhecida por oitenta países afro-asiáticos e pela OUA.
O governo demite da Função Pública todos os funcionários, que participaram na vigília da Capela do Rato.
- O Partido Socialista publica a sua Declaração de princípios, definindo-se como «radicalmente anticolonialista».- As direcções do PS e do PCP assinam o acordo sobre o princípio da independência das colónias e da negociação com os movimentos de libertação, sendo esta a primeira vez que os representantes da oposição convergiram em relação à questão colonial.
As deserções nas forças armadas continuam sem distinção de patentes.
Está no ar o espírito de Abril, pois começam as movimentações dos capitães do exercito Português contra a publicação de um decreto-lei, que estabelece a passagem dos milicianos para o Quadro Permanente e desencadeando assim, o protesto dos capitães. Na cidade de Évora, reúne-se o Movimento dos Capitães, onde é assinada uma exposição colectiva por 136 oficiais, mais tarde numa reunião alargada do Movimento dos Capitães, em Lisboa, realizada simultaneamente em quatro locais, onde é coloca a hipótese do emprego da força para derrubar o regime, as reuniões continuam e em São Pedro do Estoril. São discutidos pela primeira vez problemas políticos e marcada, uma nova reunião para Óbidos, em que é eleita uma comissão coordenadora alargada sendo votados os nomes dos generais a contactar pelo movimento – António de Spínola e Costa Gomes.
Entretanto o general Spínola e o general Kaúlza de Arriaga, não chegam a acordo numa acção conjunta para deporem Marcelo Caetano.
Perto do final do ano de 1973, está definida a chefia da estrutura do Movimento dos Oficias das Forças Armadas, em reunião realizada na Costa da Caparica, constituída por Otelo Saraiva de Carvalho, Vítor Alves e Vasco Lourenço
Em 1974, acontece o ultimo atentado das Brigadas Revolucionarias contra o navio Niassa", que se preparava para sair de Lisboa com tropas para a Guiné
Continua a agitação estudantil com manifestações e greves contra a guerra colonial
Marcelo Caetano, desafia Costa Gomes e Spínola a tomarem o poder, tendo os dois generais recusado, entretanto o Movimento dos Capitães reúne-se em Cascais, onde aprova o embrião do futuro programa do Movimento das Forças Armadas
O Governo decreta o estado de alerta em todas as unidades militares do país, receando a movimentação dos oficiais das suas forças militares, pedindo Marcelo Caetano a demissão ao Presidente da República, que não a aceita, o general Kaúlza de Arriaga alerta Américo Tomaz, para a gravidade da situação política e militar.
E, começa a cheirar a revolta de verdade, quando, em 16 de Março de 1974 o Regimento de Infantaria da Caldas da Rainha avança sobre Lisboa, após a detenção do comandante e demais oficiais superiores da unidade, no entanto por falta de apoio os militares regressaram à unidade rendendo-se, foram presos cerca de duzentos militares, aqui nasceu o embrião da revolução dos cravos.
Após esta tentativa de golpe de Estado o governo em comunicado garante que «reina a ordem em todo o país».
Na ultima reunião clandestina da Comissão Coordenadora do MFA. O golpe é marcado para a semana de 20 a 27 de Abril. O general Costa Gomes aconselha o general António de Spínola a não participar no golpe de Estado militar então em marcha. O MFA derruba o regime através de um golpe de Estado, abrindo caminho ao imediato fim da guerra em África, à descolonização e à democratização do país, foi apresentada ao País a Junta de Salvação Nacional, composta por sete oficiais-generais.

Comunicado Oficial do Movimento das Forças Armadas

Considerando que ao fim de 13 anos de luta em terras do Ultramar, o sistema político vigente não conseguiu definir, concreta e objectivamente, uma política ultramarina que conduza à Paz entre os Portugueses de todas as raças e credos;Considerando o crescente clima de total afastamento dos Portugueses em relação às responsabilidades políticas que lhes cabem com cidadãos, em crescente desenvolvimento de uma tutela de que resulta constante apelo a deveres com paralela denegação de direitos;Considerando a necessidade de sanear as instituições, eliminando do nosso sistema de vida todas as ilegitimidades que o abuso do Poder tem vindo a legalizar;Considerando, finalmente, que o dever das Forças Armadas é a defesa do País, como tal se entendendo também a liberdade cívica dos seus cidadãos;O Movimento das Forças Armadas, que acaba de cumprir com êxito a mais importante das missões cívicas dos últimos anos da nossa História, proclama à Nação a sua intenção de levar a cabo, até à sua completa realização, um programa de salvação do País e da restituição ao Povo Português das liberdades cívicas de que tem sido privado.Para o efeito entrega o Governo a uma Junta de Salvação Nacional a quem exige o compromisso, de acordo com as linhas gerais do programa do Movimento das Forças Armadas que, através dos órgãos informativos será dado a conhecer à Nação, de no mais curto prazo consentido pela necessidade de adequação das nossas estruturas, promover eleições gerais de uma Assembleia Nacional Constituinte, cujos poderes por sua representatividade e liberdade na eleição, permitam ao País escolher livremente a sua forma de vida social e política.Certos de que a Nação está connosco e que, atentos aos fins que nos presidem, aceitará de bom grado o Governo militar que terá de vigorar nesta fase de transição, o Movimento das Forças Armadas apela para a calma e civismo de todos os portugueses e espera do País adesão aos poderes instituídos em seu benefício.Saberemos, deste modo, honrar o passado no respeito pelos compromissos assumidos perante o País e por este perante terceiros. E ficamos na plena consciência de haver cumprido o dever sagrado da restituição à Nação dos seus legítimos e legais poderes.


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quinta-feira, 19 de abril de 2007

O Antes e depois do 25 de Abril de 1974 - II

Muitos foram os nomes e acontecimentos ligados à contestação ao Estado Novo, tais como:
Henrique Galvão, que desviou o Paquete Santa Maria em 1961 para o Brasil, onde chegou a ponderar o seu afundamento, tendo também participado no desvio de um avião da TAP em Casa Blanca, para a distribuição de panfletos ao sul de Portugal.
Em 1961 inicio da Guerra Colonial no Norte de Angola, após os incidentes de Luanda, estendendo-se anos mais tarde às restantes colónias Portuguesas Cabo Verde, Guiné, Moçambique...
A ocupação de Goa, Damão e Diu pela União Indiana
Capitão Varela Gomes, que desferiu o assalto ao quartel de Beja corria o ano de 1962
Em 1962, ocorreu a proibição, pelo Governo, das celebrações do Dia do Estudante, abrindo-se a crise académica, em que a Universidade de Lisboa entra em greve, agravando-se também a crise académica, com as lutas estudantis na universidade de Coimbra.
Evade-se de Lisboa, Agostinho Neto onde tinha residência fixa.
Em 1963, Salazar faz uma alocução dramática a respeito de Africa através da Rádio e da Televisão, que demonstrava a perda de controlo em relação aos movimentos anti guerra em que pronuncia a seguinte frase”Havemos de chorar os mortos se os vivos os não merecerem”.
No ano de 1966, a Assembleia Geral da ONU, reconhece que falharam todas as medidas decretadas pelo Conselho de Segurança e entende que Portugal, intensificou mesmo a sua repressão em África.
Mais de 100 mil Portugueses procuram de forma legal e ilegal, a emigração como fuga à guerra colonial.
Em 1968 as perseguições politicas entendem-se à igreja, onde o próprio Cardeal Cerejeira denuncia o padre Feliciano Alves ao chefe de governo, como um dos padres autor de homilias contra natura e que, como tal seriam escândalo público. A igreja de São Domingos, é palco de uma condenação da guerra colonial, por cerca de 200 católicos
As deportações e as prisões politicas, continuam cada vez mais intensas.
Em 1969 é encerrada a Universidade de Lisboa, que se encontrava em greve, são incorporados compulsivamente nas Forças Armadas, 49 estudantes que, se destacaram nas manifestações académicas de Coimbra.
O Comité de Descolonização da ONU, condena a permanência de Portugal nas colónias.
O ministro do Interior, Gonçalves Rapazote, alerta que as eleições de Outubro terão as seguintes regras, “apenas será permitida uma escolha de indivíduos e não qualquer confrontação ou discussão de políticas”.
A oposição aproveita este espaço para reclamar a autodeterminação das colónias, no decorrer do período de campanha eleitoral para a Assembleia Nacional.
Devido a rumores sobre um golpe de Estado, Marcelo Caetano refugia-se de no Posto de Comando da Força Aérea em Monsanto.
Em véspera de eleições, Marcelo Caetano chama à atenção que com os seus votos os portugueses, “decidirão a paz ou chamarão a guerra civil a mais curto ou a mais longo prazo” (o sistema de votação era por convite e seleccionado quem tinha direito ao voto, havia neste caso Portugueses de primeira (os que votavam) e Portugueses de segunda (os que não votavam aqui incluíam-se também as Mulheres)
Nestas eleições para a Assembleia Nacional, a campanha da CDE, apela à negociação com os movimentos de libertação e a CEUD, fazia um apelo do não à guerra e não ao abandono.
Assim que terminaram as eleições o Ministério do Interior, declarou terminadas todas as actividades da oposição e como ética do regime, a PIDE e a Legião Portuguesa, passava à acção, no entanto para contornar esta deliberação, a oposição em encontro Nacional cria o
Movimento de Oposição Democrática (MOD), para aproveitar todas as possibilidades legais de participação activa na vida politica Portuguesa. Surge nesta altura a EDE – Esquerda Democrática Estudantil, que mais tarde daria origem ao MRPP
Em 1970 a repressão continua a expandir-se e dá-se uma vaga de prisões, que vai desde estudantes africanos nas Universidades Portuguesas, a defensores da Liberdade de expressão como Salgado Zenha, ou membros da igreja como o padre Felicidade Alves, tendo algumas centenas de cristãos de Lisboa sido presos, por se expressarem contra a guerra, as manifestações agudizam-se, com protestos contra as guerras coloniais portuguesas e do Vietname, chegando o ministro da defesa a acusar os estabelecimentos de ensino de Lisboa, de constituírem centros de subversão.
Numa tentativa de lavagem de cara do Estado Novo, a União Nacional muda a sua designação para, Acção Nacional Popular.

Em 1971 começam a aquecer os ânimos, pois entram em acção as Brigadas revolucionárias ( BR ) e da Acção Revolucionaria Armada ( ARA ) “braço armado do PCP, criado em 1964 mas que só entrou em actividade, na década de 70 “. Tinham como alvos instalações militares da NATO e do Governo Português
Em 1972 os atentados continuam, o Governo liberta 1500 prisioneiros internados em campos de concentração nas colónias.
São reconhecidos pelo Comité de Descolonização da ONU, os movimentos nacionalistas como legítimos representantes de Angola, Guiné e Moçambique e reclama a imediata transferência de poderes
A Assembleia-Geral da ONU, numa resolução, afirma que o PAIGC é o único representante legítimo do povo da Guiné e de Cabo Verde, depois de condenar a política colonial portuguesa, aprova uma recomendação de admissão da Guiné-Bissau.
O Conselho de Segurança da ONU aprova, por unanimidade, uma resolução pedindo a Portugal que inicie conversações com “interlocutores válidos”, para uma solução das guerras.
Um grupo de católicos ocupa a Capela do Rato, em Lisboa, para comemorar o Dia Mundial da Paz, aprovando uma moção contra a continuação da guerra. A polícia invade a igreja e prende cerca de 70 pessoas.
CONTINUA...

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quarta-feira, 18 de abril de 2007

O Antes e depois do 25 de Abril de 1974 - I

Vou reeditar, os textos colocados na anterior versão do Estremoz em debate por pensar, estarem em condições de prestarem uma digna e justa homenagem ao 25 de Abril de 1974, no entanto convém perceber como surge esta revolução, então iremos recuar no tempo.

Este texto tem por objectivo dar a conhecer um pouco do nosso passado recente.
Em 28 de Maio de 1926, deu-se inicio à Ditadura que iria estar na origem da criação do Estado Novo, dos organizadores deste golpe de Estado destacam-se Comandante Mendes Cabeçadas, General Gomes Costa e o General Óscar Fragoso Carmona, tendo todos eles ocupado o cargo de Presidente da Republica Portuguesa, tendo o General Carmona sido o primeiro Presidente da Republica Portuguesa, eleito por sufrágio directo ao abrigo da constituição de 1933, Surgindo nesta altura uma outra figura que viria a destacar-se no plano Politico Nacional, António Oliveira Salazar, que sendo convidado pelos mentores da Ditadura para ministro das finanças, desempenhou este cargo durante 13 dias, saindo por discordâncias político-militares , volta a ser convidado em 1928, e aceita o cargo de ministro das finanças, continuando o seu percurso até Presidente do Conselho de Ministros, cargo que desempenha até à sua morte, em 1970.


Em 1930, foi o criador da União Nacional,


Em 1936, cria a Legião Portuguesa


e a Mocidade Portuguesa















Salazar, foi o mentor dos campos prisionais para fins políticos
Tarrafal ( Cabo Verde) e Peniche.







Concede um novo estatuto à PVDE, criando a Policia de Intervenção e defesa do Estado, PIDE.



Em 1934 foi publicado o decado que iria servir de linha orientadora do Secretariado Nacional de Informação, sendo este documento da responsabilidade do Jornalista António Ferro, que passo a transcrever:
1. "O ESTADO NOVO representa o acordo e a síntese de tudo o que é permanente e de tudo o que é novo, das tradições vivas da Pátria e dos seus impulsos mais avançados. Representa, numa palavra, a VANGUARDA moral, social política.

2. O ESTADO NOVO é a garantia da independência e unidade da Nação, do equilíbrio de todos os seus valores orgânicos, da fecunda aliança de todas as suas energias criadoras.
3. O ESTADO NOVO não se subordina a nenhuma classe. Subordina, porém, tôdas as classes á suprema harmonia do interêsse Nacional.
4. O ESTADO NOVO repudia as velhas fórmulas: Autoridade sem liberdade, Liberdade sem Autoridade e substitui-as por esta: Autoridade e liberdades.
5. No ESTADO NOVO o indivíduo existe, socialmente, como fazendo parte dos grupos naturais (famílias), profissionais (corporações), territoriais (municípios ) e é nessa qualidade que lhe são reconhecidos todos os necess á rios direitos. Para o ESTADO NOVO, não h á direitos abstractos do Homem, h á direitos concretos dos homens.
6. "Não h á Estado Forte onde o Poder Executivo o não é". O Parlamentarismo subordinava o Govêrno à tirania da assembleia política, através da ditadura irrespons á vel e tumultu á ria dos partidos. O ESTADO NOVO garante a existência do Estado Forte, pela segurança, independência e continuidade da chefia do Estado e do Govêrno .
7. Dentro do ESTADO NOVO, a representação nacional não é de ficções ou de grupos efémeros. É dos elementos reais e permanentes da vida nacional: famílias, municípios, associações, corporações, etc.
8.Todos os portugueses, têm direito a uma vida livre e digna - mas deve ser atendida, antes de mais nada, em conjunto, o direito de Portugal à mesma vida livre e digna. O bem geral suplanta - e contém - o bem individual. Salazar disse: Temos obrigação de sacrificar tudo por todos: não devemos sacrificar-nos todos por alguns.
9. O ESTADO NOVO quere reintegrar Portugal na sua grandeza histórica, na plenitude da sua civilização universalista de vasto império. Quere voltar a fazer de Portugal uma das maiores potências espirituais do mundo..
10. Os inimigos do ESTADO NOVO são inimigos da Nação. Ao serviço da Nação - isto é: da ordem, do interêsse comum e da justiça para todos - pode e deve ser usada a fôrça , que realiza, neste caso, a legítima defesa da Pátria.".


E assim se regia o estado novo, no entanto vozes se levantavam e contrariavam o regime nas suas linhas de orientação destacando-se o Bispo do Porto que critica as politicas Salazaristas e o General Humberto Delgado corria o ano de 1958.
Humberto Delgado, quando inquirido por um jornalista da France press com a seguinte questão:
"Qual a sua atitude para com o Sr. Presidente do Conselho se for eleito?" Respondendo de imediato, sem medo ou hesitar "Obviamente, demito-o".Frase esta que ficou celebre, até aos dias de hoje.









Foi assassinado, conjuntamente com a sua secretária Arajaryr Campos, em Fevereiro de 1965, junto a Olivença, por agentes PIDE, convocado para uma reunião fictícia de militares portugueses.
Os cadáveres foram encontrados, junto de Vila Nueva del Fresno .
Outros Portugueses lutaram contra o regime do Estado Novo, dos quais poderemos ainda destacar... ( Continua )




(Recolha de imagens e textos adaptados de Vidas Lusofonas , História aberta, Presidência da Republica, SIS, Tuwalkin )

domingo, 15 de abril de 2007

Zebras


Foi com alguma surpresa, que há dias em pleno centro da cidade, encontrei fugido de um parque, o animal documentado pela imagem, o que me fez ficar confuso foi o local onde se camuflou, terá sido mais um erro de calculo? Encontra-se bem camuflado, confesso que foi difícil encontrar a zebra, mas com um pouco de imaginário é fácil de encontrar, não disse de propósito onde se encontra o dito animal, cabe-lhe a si descobrir onde ele está, é uma questão de observação.
Se por acaso encontrar a pobre da zebra, não deixe de colocar onde está, nos comentários.

sábado, 14 de abril de 2007

Porque Abril mudou Portugal

Porque Abril mudou Portugal, e muitos já esqueceram o que era Portugal, irei divulgar este ano alguns vídeos de antes do 25 de Abril e no dia 25, um sobre o o próprio dia da mudança, é conveniente não esquecer o que era essa época e as privações que se passaram, e como a memória é curta, os nossos actuais governantes encarregam-se de nos recordar e ir-mos ao baú, buscar os exemplos do passado, para que não aconteça no futuro, o que parece pretenderem os actuais politicos, com as recentes politicas sociais.
Todos estes vídeos são do portal YOUTUBE
===== Porque Abril mudou Portugal ====== Assim começou em 1926 =======
===== Porque Abril mudou Portugal ====== Os Mortos da guerra colonial =======
===== Porque Abril mudou Portugal ====== Começa a decadência da ditadura que governou portugal 48 anos =======
===== Porque Abril mudou Portugal ====== A Segunda Républica começa a andar =======

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Deputados visitam Município de Estremoz no âmbito do Ano Europeu da Igualdade Para Todos

Os deputados da Subcomissão para a Igualdade de Oportunidades da Assembleia da República deslocam-se a Estremoz, na próxima terça-feira, dia 17 de Abril, com o objectivo de sensibilizar, debater e divulgar boas práticas ao nível da igualdade de oportunidades, fora do espaço da Assembleia da República.Assim, os deputados irão realizar uma reunião com o Município de Estremoz, pelas 12 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no sentido de debater aspectos concretos que se colocam na autarquia, no âmbito da realização da igualdade de oportunidades para todos. A visita da Subcomissão a Estremoz terá o seu início pelas 10 horas, na Salsicharia Estremocense apontada como exemplo de boa prática, ao promover a inserção laboral de pessoas adultas com baixas qualificações.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Mais uma

Obra dos aprendizes de pedreiro, pois para construir é preciso destruir primeiro, mais que não seja para dar trabalho a alguém, era bom que a Junta de Freguesia de Santa Maria, pudesse mandar ao local uns pedreiros, para reparar estes muros pois sempre dão jeito para o pessoal, se sentar no verão.


domingo, 8 de abril de 2007

Quando volto ao meu lugar?

Fui em tempos, um banco igual ao qual me postaram a seus pés, esperando voltar ao meu local anterior, mais que não seja para dar descanso às pernas de alguem, deixando de estar aqui com uma perna para um lado e outra para outro, sei que a intenção foi boa, era para o corte das arvores não me partir, no entanto elas já foram daqui embora e eu, continuo já há alguns meses à espera de voltar para o meu lugar ou outro, que entendam por bem. Vá lá não se esqueçam de mim.

sábado, 7 de abril de 2007

Para que será?




Fiquei com serias duvidas, porquê a existência desta placa, quando já há vários anos abalaram com guia de marcha, os antigos equipamentos infantis e com a promessa de substituição, pelo executivo da altura, no entanto deve ser a pensar no futuro estacionamento para os residentes, para ser utilizado pelos Srs Professores da Escola Básica 2/3 Sebastião da Gama e o parque privativo da Escola, continuar fechado. Assim anda o dinheiro dos contribuintes, fez-se um parque para os senhores professores e agora, por pouca vontade de fazer uma obra, faz-se outra.

Para concluir, mudei de janela.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Estremoz em debate volta a ser notícia




O Estremoz em debate, está presente na edição nº 1398 do semanário Tal & Qual na rubrica, BLOGUE BEM INFORMADO


Desde que este blog foi criado há 2 anos e meio , volta a estar presente nos meios de comunicação social, é com orgulho que vemos o reconhecimento do trabalho que tem sido efectuado ao longo de dois anos, onde sempre se assumiu aquilo que se escreve em prol da cidade, muita das vezes agradando ou desagradando a alguns, mas enfim se está mal, há que corrigir e cá estaremos sempre para chamar à atenção.

Um comentário anónimo a merecer resposta

Normalmente não publico este tipo de comentários, quando visam alguém ou me são dirigidos, sobre anonimato.
Comentário de um desconhecido IP 89. 214. …… Servidor situado em Lisboa

“”A pessoa que colocou esta questão a debate, até pode ter razão, mas perdeu-a devido à maneira ressabiada como escreve, e como consegue personalizar a culpa. Desconfio por motivos políticos e pessoais. O modo como foram captadas as fotos, são de alguém que não tem nada para fazer, que vive com muitos recalcamentos, quiçá escolares. Mas essa pessoa esquece-se que se chegou a "homem" muito deve a essa escola que tanto critica. Não se deve esquecer que foi dali que saiu o pão que comeu, durante muitos anos.””

Meu caro amigo, tomei a liberdade de não publicar o seu comentário, para fazer dele um POST.
Ser funcionário de um organismo ou empresa, não implica subserviência e isto aplica-se, em todos os sectores de actividade.
Vou começar pelo final, é um facto que não me esqueci, que fui criado naquela escola como se diz, fiz lá os meus seis anos e pode crer, conheci muita gente, não devemos esquecer quem nos fez um homem, pois é, nessa altura vivia-se antes de 74 e a maioria dos funcionários, era paga do saco azul (igual …) 300$00 por mês, sorte teve o meu progenitor que lá prestava serviço, que houvesse 25 de Abril e as portas abriram-se, legando-lhe um posto de trabalho efectivo, que contribui para o orçamento familiar e que pagou o pão, que comi.
È um facto que a minha formação, foi em parte adquirida nessa escola e posso dizer-lhe, uma formação para a vida e que me inseriu no mundo do trabalho, também é verdade que eu e muitos dos que estudaram comigo nessa altura, hoje estão empregados e a trabalhar na sua opção escolar, algo que adquirimos nesse estabelecimento, que, não fez mais que a sua obrigação.
Quanto ao modo como foram tiradas as fotos, é fácil de analisar, neste momento não tenho nada que fazer, porque empregando os conhecimento adquiridos nesta escola, tive uma queda por ruptura de um escadote e fiz uma fractura tíbio társica, que vai levar cerca de dois anos para recuperar, logo como tenho olhos e janelas, vi in loco a situação descrita e não foi com recalcamentos como diz, porque não os tenho, não concordando com o que estava a ser feito, coloquei na praça e informei, os serviços respectivos a quem compete a fiscalização. ( essa é uma das obrigações dos funcionários públicos sabia?).
Em relação aos motivos pessoais e políticos, não tenho qualquer questão com o director da referida escola, embora possa não concordar com algumas posições por ele tomadas, no âmbito da política laboral em vigor na escola, os motivos aqui foram única e exclusivamente, o não cumprimento de uma regra básica, que se ensina aos alunos, a regra dos três RRR.
Quanto à personalização da culpa, todas as actividades exercidas dentro de um organismo, são da responsabilidade do seu dirigente máximo e aqui esse dirigente é o Director, ele é perante a comunidade a cara da instituição, como tal deve ser ele o responsabilizado em primeira instancia e se a origem da infracção não é de sua autoria, deve adoptar os procedimentos administrativos julgados por convenientes, para a resolução do assunto.
Até pode ter razão” são as suas palavras, a forma como se expressou deixa dúvidas no ar, à partida deve saber que em Portugal se recicla muito pouco e deixou-me, com uma dúvida!
Será que fui eu, que cometi a infracção?
Na sua opinião, devo ter sido eu a cometer a ilegalidade de denunciar, uma violação da legislação para a defesa do Ambiente.
Deixo-lhe mais uma questão, se entender responder. O Sr., deve dever, o pão que o fez homenzinho a alguém, mas esse alguém não o deve ter elucidado, que não é de bom modo esconder-se no anonimato, quando me conhece e apresenta-se a comentar publicamente, sem mostrar quem é na realidade, parecendo que se quer esconder ou tem medo de assumir, aquilo que escreve, porque será?.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Directores de escolas em defesa do Ambiente















Como todos sabemos, o plástico é reciclável.

As lâmpadas, devido a pagarem eco taxa por serem consideradas lixo perigoso, devem ser devolvidas às casas onde foram adquiridas as suplentes, para se proceder à sua destruição sem efeitos nocivos.

Os ecopontos, têm a vertente plástico.

Estremoz, tem um Ecocentro.

Estremoz, tem um regulamento sobre a recolha deste tipo de resíduos, no qual se estabelecem coimas, que variam entre 19,94 € e 149,63 €.

Ora bem tudo o disse acima está correcto, no entanto parece que quem dirige um estabelecimento de ensino, onde se devia ensinar a proteger o ambiente, não concebe essa ideia de protecção e defesa daquilo que é património de todos nós, mas sim de o seu bem estar e livra-se do que lhe é sobejante, depositando-o no local errado.Como todos sabemos em Estremoz, nunca um pedido de recolha deste tipo de lixo foi recusado pelo Município, ainda mais a um estabelecimento de ensino, logo o Sr. Presidente do conselho directivo da Escola Secundária 2/3 Rainha Santa Isabel de Estremoz, é o principal responsável por este despejo clandestino e não é a primeira vez, que assim se procede em matéria de despejos.É também de realçar a existência de ecopontos a 50 metros do local, onde foi efectuado o despejo.Embora seja grave o que enunciei foi depositado no contentor, os chamados resíduos perigosos no caso Lâmpadas florescentes, contentor este destinado aos resíduos domésticos urbanos, este crime contra o ambiente é punido pela lei geral dos resíduos.Espero, que seja aplicado o que está estipulado, no regulamento municipal e na lei geral de resíduos a este estabelecimento de ensino, visto que deviam ser os primeiros a defenderem o ambiente e não a destruir.

Recolha de Lixo na época da Páscoa

A Câmara Municipal de Estremoz informa que na sexta feira santa, dia 6 de Abril, não haverá recolha de lixo, pelo que se apela à população para que, dentro do possível, não haja acumulação de lixo junto dos contentores.
Durante a época da Páscoa a recolha de lixo será feita nos dias seguintes:
6ª feira – dia 6 – não há recolha
Sábado – dia 7 – há recolha normal de lixo
Domingo de Páscoa – dia 8 – não há recolha
2ª feira – dia 9 – há recolha normal de lixo

Queremos, todos juntos, conseguir uma cidade limpa e digna para todos os que nela habitam e para os que a elegeram para passar esta época festiva, portanto vamos contribuir juntos para a qualidade de vida que merecemos.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Novo site


A comissão sindical do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local do Município de Estremoz, tem uma nova página em funcionamento e mais fácil de consultar todos o elementos disponíveis sobre a actividade sindical local, nacional e contacto com a comissão sindical.Pressione aqui para aceder.

Estação... Afinal era dia das mentiras

Era bom que fosse verdade, o artigo publicado no dia 1 de Abril mas não é, foi apenas uma brincadeira do dia das mentiras, como muitas outras houve pelo País, se bem que este, até seja um dos anseios da população do concelho de Estremoz. O nosso pedido de desculpas, aos que acreditaram na noticia

domingo, 1 de abril de 2007

Saúde mais cara


Hoje um novo passo é dado na saúde Portuguesa, pela primeira vez desde a criação do Serviço Nacional de Saúde, a saúde começa a pagar-se, hoje uma taxa amanhã talvez a sua totalidade, refiro-me ao internamento 5 euros por dia até 10 dias, 10 euros nas cirurgias de ambulatório.
As consultas nos centros de saúde, aumentadas para 2,10 euros e as urgências nos centros de saúde os utentes vão pagar agora 3,40 euros.Esta posição do governo foi contestada na altura, por vários movimentos de utentes e pelos partidos da oposição, que chegaram a pôr em dúvida a constitucionalidade da criação das novas taxas moderadoras aos internamentos e cirurgias.

Este é o país que temos, e os governantes que elegemos um facto para eles é real, a constituição neste momento deve ser parecida com um... utiliza-se quando nos convém e fica na prateleira, quando nos agrada.

Estação volta a abrir


É já no próximo dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança que vai ser reaberto ao público, o troço de caminhos-de-ferro entre Estremoz e Évora, segundo nos informaram, esta abertura irá dar-se com a oferta de uma viagem de comboio, aos alunos dos estabelecimentos de ensino de Estremoz e durante o trajecto, serão explicados os motivos porque a gerações vindouras, deverão utilizar este meio de transporte em defesa das questões ambientais, sendo este meio de transporte o mais evoluído, a nível de energias limpas.